Lula diz que Moraes “deve uma explicação” sobre Master e defende investigar “todo mundo” em podcast

Foto : Ricardo Stuckert / PT / Divulgação CP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve explicações à sociedade sobre as revelações envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Flow Podcast, Lula defendeu que eventuais suspeitas relacionadas a outros integrantes da Corte também sejam investigada
“Eu acho que a gente tem que apurar todo mundo. Eu disse ao Alexandre de Moraes: ‘Você deve uma explicação à sociedade brasileira. Você poderia ter dito: minha mulher é dona do escritório, ela fez o contrato, eu não advogo mais. Mas você não diz nada'”, declarou.Ao comentar os desdobramentos do caso no Supremo, o presidente afirmou que as apurações não devem se restringir a Moraes.
“Quando começa a tirar a cortina de cima, percebe que não é só o contrato do Alexandre de Moraes, percebe que tem mais gente. Por que julgar um? Vamos julgar todo mundo”, disse.
Durante a entrevista, Lula também afirmou que não pede favores a ministros do STF e negou ter telefonado a integrantes da Corte para tentar interferir em decisões judiciais. “Nunca liguei para ninguém para pedir nenhum favor e não ligo. O meu papel é não cometer erro”, afirmou.
O presidente ainda comentou as críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro a Moraes. Na avaliação de Lula, a insatisfação dos bolsonaristas com o ministro está relacionada à prisão do ex-presidente, e não às revelações envolvendo o Banco Master. “A bronca que os bolsonaristas têm do Alexandre de Moraes não é pelo Banco Master. É por conta da prisão do pai deles”, declarou.
Lula propõe mudanças nos debates presidenciais
Na mesma entrevista, Lula criticou o formato dos debates presidenciais com vários candidatos e defendeu a realização de confrontos entre adversários com níveis semelhantes de intenção de voto. O presidente classificou os encontros com muitos participantes como “infrutíferos” e argumentou que a dinâmica dificulta o aprofundamento das discussões e a continuidade dos argumentos apresentados pelos candidatos.
“Quando você tem cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez minutos, fala dois minutos e espera dez minutos. Não tem sequência. Você não pode pegar uma pessoa que tem 49% e levar para disputar com uma pessoa que está começando, tem 1%. É desproporcional até para o telespectador”, afirmou.

Lula comparou a dinâmica dos debates a um jogador que dá um pique e depois precisa descansar. Para o presidente, o formato atual favorece intervenções curtas, sem permitir o desenvolvimento de ideias. “Eu, sinceramente, acho esses debates infrutíferos. Não produzem nada, não dão sequência”, disse.
O petista também criticou o espaço destinado a frases de efeito e provocações durante os confrontos. Como alternativa, manifestou preferência por formatos nos quais todos os candidatos respondam às mesmas perguntas, com maior possibilidade de comparação entre as propostas apresentadas.



























