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quarta-feira 16 setembro 2026
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Cármen Lúcia diz estar “envergonhada” com exposição do STF e pede desculpas por clima na Corte

Cármen Lúcia diz estar “envergonhada” com exposição do STF e pede desculpas por clima na Corte

Ministra afirmou “profunda consternação e tristeza” com bate-boca entre magistrados e criticou “espetacularização”

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Foto : Rosinei Coutinho/STF

Ministra afirmou estar em “profunda consternação e tristeza” com bate-boca entre magistrados e criticou a “espetacularização” dos casos

A magistrada declarou que os ministros não conseguiram garantir rigor e serenidade no processo e pediu “desculpas” por não ter contribuído o suficiente para acalmar os ânimos e conduzido melhor o processo. “Acho que houve uma espetacularização desses casos, desta sessão, mesmo, que não faz mal apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao País”, disse.

Cármen Lúcia também declarou que os ministros devem preservar a independência do Judiciário e negou que magistrados sofram pressões externas para decidir processos. Segundo ela, não há influência do clamor público sobre os votos dos ministros. “É falsa essa ideia de que clamor público vai nos fazer votar num ou noutro sentido. É preciso que as pessoas acreditem que nós temos a independência necessária para continuarmos a ser juízes”

Voto contra redistribuição

A magistrada deu o quarto voto junto ao presidente do STF, Edson Fachin, e os ministros André Mendonça e Luiz Fux. Outros três ministros deram voto oposto: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino votou com Gilmar, mas pediu vista e não registrou sua posição. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar.

Os votos ocorreram durante sessão do STF que analisa uma petição sobre a possibilidade de que seja aberta uma investigação contra Moraes, por supostas mensagens do ministro com o dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro. Antes de tratarem sobre o mérito, os ministros analisam uma questão de ordem apresentada por Gilmar. O magistrado aponta que o Fachin não deveria ter tomado para si a relatoria de Mendonça sobre o caso. Além disso, defende que o processo sobre Mendonça deve ser associado ao de Moraes.Em relação à defesa que Moraes e Zanin fizeram sobre a necessidade de pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a abertura de investigações, Cármen opinou que é “autoritária” a “fórmula” de arquivar apurações a pedido do órgão.




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