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sábado 7 dezembro 2019
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Memorias de Sarandi – A Cantanora e o Mandolin

MEMÓRIAS DE SARANDI 31

Época: Década de 1940/50

Humberto Tesser Paris

A imagem pode conter: 7 pessoas, criança e atividades ao ar livre

A CATANORA E O MANDOLIN

Como já foi mencionado em outra história, houve um tempo que havia um poço no banhado, onde hoje é a Praça Farroupilha, que era usado para lavar roupa, pois não havia ainda água encanada.

Próximo ao banhado morava um casal cujos nomes eram Catanora e Mandolin. Ele era um pouco mais baixo que ela. Quando se referiam a eles, era como se fosse uma pessoa só. Como se fazia com a Maria Bonita, havia quem implicava com eles e até cantavam uma canção “A Catanora e o Mandolin e o de trás catando amendoim…”

Mas a Catanora era uma lavadeira de “mão cheia”. Diziam que ela deixava as roupas “bem branquinhas” e engomava com perfeição.

Por sua vez, o Mandolin fazia a entrega das roupas aos clientes. Ele ia pela cidade carregando as roupas em cabides, para não amassar. Lembrando que naquela época os ferros de passar eram aquecidos com brasa em seu interior, o que tornava bem mais difícil a tarefa.

Tenho uma vaga lembrança deles. Em um dia de São João, foi feita uma fogueira na minha rua, próximo a minha casa, e lembro de alguém ter falado: “lá vai a Catanora e o Mandolin”. Eles andavam de braços dados, mostrando serem bem apegados ou até apaixonados.

 




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