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quarta-feira 12 agosto 2020
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“Está funcionando”, diz Bolsonaro sobre ministro da Saúde interino há 75 dias

Em transmissão nas redes sociais, presidente criticou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta

Pazuello ocupa cargo de maneira interina há 75 dias

Pazuello ocupa cargo de maneira interina há 75 dias 

No dia em que dados do consórcio de imprensa indicaram que o Brasil completou quatro semanas com média diária de mortes pelo novo coronavírus igual ou superior a mil, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a gestão da pandemia feita pelo Ministério da Saúde “está funcionando” e que o general Eduardo Pazuello , que comanda a pasta, está fazendo “um excelente trabalho”.

Em sua transmissão semanal nas redes sociais, o presidente afirmou que vê muita gente questionando se Pazuello deveria ser substituído já que não tem formação médica. O presidente rebateu as críticas: “Tivemos um primeiro médico lá, olha a desgraça que foi”, afirmou ele em relação ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta , que saiu do cargo após uma série de embates com o presidente sobre a estratégia de condução da pandemia.

“O segundo foi muito rápido, o garoto lá, o segundo ministro foi muito rápido”, afirmou Bolsonaro sobre o ex-ministro Nelson Teich . Também médico, Teich deixou a pasta após embates com o presidente e depois de sofrer pressão por ampliar a prescrição de hidroxicloroquina para combater a covid-19. O medicamento, defendido por Bolsonaro, não tem eficácia comprovada no tratamento da doença. “Tenho nada a falar sobre ele, tenho até que agradecer a colaboração que ele nos deu, o Teich, por um pequeno período de tempo”, concluiu Bolsonaro.

Já sobre Pazuello, que ocupa o posto interinamente há 75 dias, Bolsonaro disse que o general está realizando “um excepcional trabalho”. “Ele tem atendido quase tudo, não só recursos como meios; alguns prefeitos têm pedido a hidroxicloroquina e ele tem feito rapidamente chegar lá, então está funcionando”, afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda classificou a escalada de militares em postos do ministério como “coincidência”. “São mais de cinco mil funcionários no Ministério da Saúde aqui em Brasília, ele levou 15 militares para lá, é a equipe dele, pô, coincidência”, disse.

Segundo dados do consórcio de imprensa, o Brasil contabilizou nesta quinta-feira 1.189 mortes e 58.271 novas infecções de coronavírus. Conforme mostrou reportagem do Estadão, enquanto o governo investiu na compra da cloroquina, o Ministério da Saúde ainda guarda em seus estoques 9,85 milhões de testes para o coronavírus. Eles estão encalhados principalmente por falta de insumos usados em laboratório para processar amostras de pacientes.
correio do Povo



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