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segunda-feira 24 junho 2024
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Vale decide fechar 10 barragens semelhantes à de Brumadinho

Presidente da empresa disse que prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

Após reunião com os ministros de Minas e energia, Bento Albuquerque, e do Meio Ambiente, Ricardos Salles, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou hoje que a empresa vai acabar com dez barragens, como a que se rompeu em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Segundo ele, essas barragens serão descomissionadas – preparadas para que sejam integradas à natureza..

“A decisão da companhia é que não podemos mais conviver com esse tipo de barragem. Tomamos com a decisão de acabar com todas as barragens a montante”, disse o executivo em Brasília. “É a resposta cabal e à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho”, enfatiza.

O presidente da Vale disse que o projeto para descomissionar as barragens está pronto e vai ser levado para os órgãos federais e estaduais em 45 dias. Segundo ele, o prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos.

Schvartsman disse que “não teve qualquer tipo de pressão” por parte do governo federal para intervir na direção da Vale. De acordo com ele, a reunião de hoje com os ministros Costa e Lima e Salles teve caráter “absolutamente técnico”.

Custo

A medida deve custar cerca de R$ 5 bilhões à mineradora. Schvartsman lembrou ainda que a decisão é parte de uma análise feita após a tragédia de Mariana. Na ocasião, um laudo paralisou e tornou inativas 19 barragens, das quais nove já haviam sido devolvidas ao meio ambiente.

Apesar da decisão, Schvartsman garante que laudos de estabilidade e auditorias atestaram que as estruturas estão “em perfeita estabilidade”. “Resolvemos não aceitar apenas esses laudos e resolver de outra maneira”, observa.

A barragem de Brumadinho, no entanto, não aparecia no laudo de 2015. Segundo um parecer emitido em 2018 por um órgão ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, a Vale pretendia manter a exploração da unidade que rompeu pelo menos até 2032.




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