Cópia da autorização já estaria nas mãos da Polícia Federal do Brasil
Advogado diz ter documento que comprova que aeronáutica da Bolívia autorizou voo da LaMia | Foto: Raul Arboleda / AFP / CP
O jornal El Deber informou que uma cópia dessa autorização está nas mãos da polícia federal brasileira. A técnica da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares da Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, assegurou que fez cinco observações à tripulação no dia do voo fatídico, mas que não foi ouvida, e que só a DGAC tinha o poder para impedir a decolagem.
Uma investigação das autoridades aeronáuticas colombianas estabeleceu que a aeronave tinha combustível insuficiente para cobrir a rota entre a cidade boliviana de Santa Cruz e o aeroporto Jose María Córdova em Rionegro, que serve a Medellín. De acordo com o inquérito, “até o momento temos provas de que nenhum fator técnico influenciou no acidente, tudo está ligado a um fator humano e gerencial”.
Até à data, o governo boliviano estabeleceu que a responsabilidade pelo incidente era da empresa LaMia e do piloto Miguel Quiroga, por planejar uma viagem sem cumprir os requisitos de segurança, além da funcionária Castedo da AASANA. Ao mesmo tempo, a aeromoça boliviana Ximena Suarez, uma das seis sobreviventes do acidente, citada pelo promotor local designado para o caso, Gomer Padilla, declarou no inquérito que o proprietário da empresa LaMia é o venezuelano-espanhol Ricardo Albacete, que sempre negou qualquer vínculo.
Em 29 de novembro, um BA-146 modelo RJ85 da LaMia caiu perto de Medellín, na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo, incluindo o piloto, 19 jogadores da Chapecoense, bem como dirigentes do clube brasileiro e jornalistas.
Correio do Povo