Pressão sobre Fachin aumenta após decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da PF

Planalto avalia que decisão de Mendonça aprofunda crise institucional e afeta segurança do governoTon Molina/STF – Arquivo
A pressão sobre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, aumentou após a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
É a segunda decisão de Mendonça a pegar de surpresa a cúpula da Suprema Corte. Na semana passada, o ministro retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou a troca de mensagens entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A nova medida gerou forte reação em Brasília. Integrantes do governo e aliados do Palácio do Planalto passaram a cobrar uma resposta rápida de Fachin, avaliando que a remoção da cúpula da PF por decisão individual aprofunda a crise institucional e afeta a segurança do governo.
Fachin já tentava conter os atritos na Corte após desentendimentos envolvendo relatórios de inteligência e pedidos de investigação entre ministros. Agora, o presidente do STF é cobrado a adotar medidas para pacificar o conflito entre os magistrados e os órgãos de investigação.



























