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quinta-feira 15 janeiro 2026
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Venezuela “se abre a um novo momento político”, diz presidente interina após queda de Maduro

Venezuela “se abre a um novo momento político”, diz presidente interina após queda de Maduro
Delcy Rodríguez anunciou um processo de excarceração de um número “importante” de presos políticos sob pressão dos EUA

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Foto : FEDERICO PARRA / AFP / CP

Rodríguez informou 406 libertações de presos políticos desde dezembro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (14) que seu país “se abre para um novo momento político”, em pleno processo de excarcerações após a derrubada de Nicolás Maduro em um bombardeio americano.

O governo interino de Rodríguez anunciou em 8 de janeiro um processo de excarceração de um número “importante” de presos políticos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Maduro em 3 de janeiro, em uma incursão militar.

“A mensagem é uma Venezuela que se abre para um novo momento político, que permita o entendimento a partir da divergência e da diversidade político-ideológica”, disse Rodríguez a jornalistas no Palácio Presidencial de Miraflores.

Rodríguez informou 406 libertações de presos políticos desde dezembro, em um processo que, segundo ela, foi iniciado por Maduro.

Mas a ONG especializada Foro Penal contabiliza cerca de 180 excarcerações desde então, ao somar duas rodadas de dezembro e os libertados no processo atual, que avança a conta-gotas.

Uma nova rodada de excarcerações ocorreu nesta quarta-feira, na qual 17 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram libertados, entre eles o renomado ativista opositor Roland Carreño.

“Queremos informar que esse processo ainda não foi concluído, ele permanece aberto”, afirmou a mandatária interina.

Rodríguez detalhou que o processo de excarcerações inclui crimes relacionados à “ordem constitucional”, assim como ao “ódio, à violência e à intolerância”, e não “crimes graves” como homicídio e narcotráfico.

Centenas de pessoas foram detidas e processadas sob acusações de “incitação ao ódio” e “traição à pátria”, especialmente em contextos eleitorais e de protestos da oposição.




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