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quinta-feira 23 novembro 2017
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Temer fará primeira reunião ministerial depois que denúncia por corrupção foi derrubada

Presidente quer retomar a agenda positiva do governo antes de viajar para a China na terça-feira, para uma reunião do Brics

Chefe do Executivo embarca na terça-feira, para uma reunião do Brics | Foto: Beto Barata / PR / CP

Chefe do Executivo embarca na terça-feira, para uma reunião do Brics | Foto: Beto Barata / PR / CP

Na véspera de sua viagem para China, o presidente Michel Temer vai realizar nesta segunda-feira uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. O objetivo, segundo um assessor palaciano, é reunir ministros e presidentes de outros órgãos, como Ilan Goldfajn, do Banco Central, e Paulo Rabello de Castro, do BNDES, para fazer um balanço das ações do governo e estabelecer metas para o ano que vem.

A reunião, marcada para as 15h, é mais uma tentativa de retomar a agenda positiva do governo, e será a primeira depois que a denúncia apresentada contra Temer por corrupção passiva foi derrubada na Câmara, em 2 de agosto. O presidente quer começar a sinalizar que o governo tem projetos sólidos e que 2018, quando ocorrem as eleições, será o ano da retomada do crescimento econômico.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que inicialmente tinha um compromisso em São Paulo, cancelou a agenda e irá participar do encontro.

Temer embarca para a China na terça-feira, para participar da reunião do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Vai levar na bagagem as possibilidades de negócios abertas após os anúncios das privatizações, como a Eletrobras, e das concessões de aeroportos.

Ele se encontrou neste domingo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir as pautas prioritárias para o governo enquanto estiver longe do País, já que só retorna ao Brasil no dia 6 de setembro. Enquanto isso, Maia ocupará interinamente a Presidência da República.

Nesta semana, o governo espera realizar votações importantes no Congresso, como a aprovação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 e a conclusão do debate da Medida Provisória que cria a TLP, nova taxa de juros para empréstimos do BNDES. O Planalto também espera avançar com a discussão sobre o programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis.

Correio do Povo




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