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terça-feira 25 janeiro 2022
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Por conta de postagem de filha, testemunha de acusação vira informante no Caso Kiss

Gianderson Machado da Silva trabalhava na empresa responsável por fornecer extintores de incêndio para a casa

Testemunha vira informante no Caso Kiss nesta sexta

Testemunha vira informante no Caso Kiss nesta sexta 

O funcionário de uma empresa de extintores, Gianderson Machado da Silva, que seria testemunha de acusação no Caso Kiss, virou informante nesta sexta-feira no terceiro dia de julgamento.

A alteração ocorreu após a defesa de Mauro Londero Hoffmann apontar no plenário uma postagem no Twitter da filha do depoente, que dizia para Silva “falar tudo sobre o caso para que os donos da boate apodreçam na cadeia”. Gianderson trabalhava na empresa responsável por recarregar os equipamentos de prevenção a incêndio onde foi tragédia.

A partir da leitura do post, a defesa dos réus pediu a exclusão do depoimento de Silva. A promotora de acusação Lúcia Callegari contestou o pedido da defesa, reforçando não ser Silva o autor do texto na rede social. “Essa manifestação não é da testemunha.

A testemunha disse que não tem nada contra os acusados, então, eu entendo que não há o porquê da testemunha não ser compromissada de falar a verdade”, destacou.

Depois de escutar os argumentos de ambas as partes, o juiz Orlando Faccini Neto decidiu por ouvir Silva sem o compromisso legal de testemunha, o tornando informante sobre parte dos desdobramentos da tragédia de Santa Maria. “A mim me parece que pelo fato de ter sido a filha quem fez a postagem, diminui um pouco a força do defensor, mas não o elide por completo. O conteúdo da postagem tem um sentido forte”, determinou o magistrado.

De acordo com Silva, a prestação de serviços para a casa noturna ocorreu por dois a três anos. “A função nossa é avisar o cliente de que estão vencendo os extintores. Todas as vezes que eu contatava o proprietário ou responsável, eram feitas as recargas, todas as vezes”.

Conforme o informante, as tratativas envolvendo os equipamentos já foram vistas com o réu Elissandro Callegaro Spohr. Já Mauro Londero Hoffman, o outro sócio da boate na ocasião, o funcionário diz nunca ter visto presencialmente.

Silva indicou que dado o pânico do incêndio, há a possibilidade de as pessoas terem usado o extintor de forma incorreta. O funcionário, porém, afirmou que o equipamento poderia retardar as chamas, mas não as impedir de se alastrarem pelo estabelecimento.

*Com informações do repórter Aristoteles Junior

 




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