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quinta-feira 4 junho 2020
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Laboratório brasileiro desenvolve teste nacional para Covid-19

Centro estima que produção possa chegar a 30 mil unidades por dia

Foto: Divulgação/CBA

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) anunciou, nessa quarta-feira, por meio de nota, que trabalha em uma versão nacional dos kits de diagnóstico rápido de Covid-19. O novo teste vai ser produzido com insumos nacionais e deve ter um índice de detecção superior ao do importado.

“A cada novo país o vírus sofre mutações e vai se adaptando. Os kits diagnósticos produzidos com anticorpos e antígenos importados podem ter baixa sensibilidade de detecção no Brasil, uma vez que não são adaptados à nossa realidade viral, por isso a necessidade de produção de um kit com insumos nacionais para atender à específica e crescente demanda brasileira”, afirmou Fábio Calderaro, gestor do CBA.

Segundo Calderaro, a técnica de produção com materiais e antígenos nacionais pode ser distribuída para diferentes centros de produção, suprindo a demanda nacional mínima determinada pelo Ministério da Saúde, que é de 30 mil testes por dia. A medida, no entanto, necessita do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e, de acordo com o gestor, a meta só pode ser atingida daqui a 4 meses, após a autorização do órgão.

Até o momento, o Brasil utiliza 17 marcas diferentes de kits para diagnóstico rápido de Covid-19, todos autorizados pela Anvisa. “Portanto somos dependentes do mercado externo, que atualmente também demanda muito dos mesmos insumos por conta da crise pandêmica”, apontou Calderaro.

Diagnóstico

O kit nacional de detecção do vírus SARS-cov-2 vai ser parecido com o que já é utilizado para diagnóstico de HIV e de dengue. O paciente usa uma fita descartável, onde uma amostra de sangue ou saliva é depositada. A amostra passa por uma reação química, e a indicação da presença ou ausência do vírus vem alguns minutos depois.

De acordo com o doutor em biotecnologia e pesquisador Diogo Castro, líder do estudo, grande parte do projeto do teste já está pronta. “Já temos a plataforma de produção de anticorpos e antígenos consolidada e estamos trabalhando para inseri-los na fita do teste rápido e disponibilizar para a sociedade”, afirmou.

 Ricardo Pont
Agência Brasil



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