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quarta-feira 27 maio 2020
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Justiça concede habeas corpus, mas João de Deus continuará preso

Decisão do Tribunal de Justiça de Goiás diz respeito à prisão preventiva pelas armas irregulares apreendidas em casa em uma busca policial no dia 19

Justiça concede habeas corpus, mas João de Deus continuará preso | Foto:  Ernesto Rodrigues / Estadão Conteúdo / CP

Justiça concede habeas corpus, mas João de Deus continuará preso | Foto: Ernesto Rodrigues / Estadão Conteúdo / CP

A Justiça de Goiás concedeu, nesta quinta-feira, um habeas corpus ao médium João Faria de Teixeira, o João de Deus, no caso do porte ilegal de armas. A decisão é do juiz plantonista Wilson Saflate Faiad, que destacou a idade do médium, bem como a “saúde extremamente debilitada”. No entanto, João de Deus continuará na cadeia. Isso porque a decisão da Justiça goiana diz respeito exclusivamente à prisão preventiva por conta das armas irregulares, apreendidas em sua casa durante uma busca policial no último dia 19. João de Deus, porém, ainda responde às acusações de abuso sexual contra centenas de mulheres.

A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de João de Deus, Alberto Toron. O médium continuará preso devido a 15 denúncias de crimes sexuais, todas devidamente formalizadas na Justiça goiana. Os outros casos ainda estão em fase de investigação pelo Ministério Público.

A defesa do médium já entrou com outro pedido de habeas corpus contra essas acusações, mas o pedido foi rejeitado em primeira instância pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e agora será analisado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Leia a nota, na íntegra, da defesa de João de Deus:

“O plantão do Tribunal de Justiça de Goiás deferiu liminar em Habeas Corpus impetrado pela defesa de João de Deus, relativo à prisão decretada em razão das armas apreendidas em sua residência quando da busca e apreensão determinada pelo juiz de Abadiana-GO. O ilustre magistrado plantonista Wilson Saflate Faiad, ao deferir liminar, ressaltou na decisão que o paciente, além de idoso, encontra-se com a saúde extremamente debilitada, conforme documentos comprobatórios anexados à impetração. A defesa de João de Deus continuará firme no propósito de conseguir sua liberdade, para que ele possa se defender e, principalmente, cuidar de sua saúde, que requer cuidados médicos indispensáveis. Alberto Zacharias Toron, Luísa Moraes Abreu e Alex Neder.”

Correio do Povo




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