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domingo 15 dezembro 2019
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Grupo pró-Guaidó deixa a Embaixada da Venezuela após mais de 12h de invasão

Eles deixaram o prédio pela porta dos fundos após negociação com o dirigentes pró-MaduroManifestantes deixaram local após garantia de que não seriam presos

Manifestantes deixaram local após garantia de que não seriam presos 

Os 20 invasores pró-Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, deixaram no fim da tarde desta quarta-feira a Embaixada do país em Brasília após negociações com o grupo defensor de Nicolás Maduro. Depois de discussões e até mesmo troca de socos, eles deixaram pacificamente o prédio pelos fundos. O Ministério da Relações Exteriores garantiu que eles poderiam sair em segurança e sem punições, como prisão ou detenção policial.

No local, o coordenador de Privilégios e Imunidades do Itamaraty, Maurício Corrêia, negociou a saída com o ministro conselheiro acreditado pelo Brasil, Tomas Silva, representante de Guaidó. A manifestação do presidente Jair Bolsonaro repudiando a interferência e a pressão contra a ocupação foram apontados como determinantes para a resolução do impasse: ainda de manhã, por meio de nota do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ele disse que não sabia e não havia incentivado a invasão.

Apesar do governo não apoiar a invasão, o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou em suas redes sociais vídeo de um diplomata pró-Guaidó dentro da embaixada. De tarde, uma ambulância entrou no prédio para resgatar uma jovem de 25 anos que passava mal.

A invasão aconteceu na ausência da embaixadora Maria Teresa Belandria, que está fora do Brasil. Os representantes do opositor ao regime chavista adentraram no local na madrugada desta quarta-feira, horas antes do início das atividades da 11ª Cúpula do BRICS

Segundo comunicado, um grupo de funcionários decidiu abrir as portas e entregar as chaves da embaixada voluntariamente, bem como reconhecer Guaidó como legítimo presidente. É a primeira vez que eles entraram na sede, ainda controlada pelo chavistas, desde que Bolsonaro aceitou as credenciais da equipe de Guaidó, no início do ano. A diplomacia de Guaidó vinha tentando tomar o prédio e desalojar os funcionários enviados por Maduro.

Correio do Povo




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