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sábado 31 outubro 2020
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Governo brasileiro rebate França após país reprovar acordo UE-Mercosul

Em nota, Brasil defende que “é capaz de aumentar produção agrícola ao passo em que diminui o desmatamento”

Nota foi emitida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com a Agricultura

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Nota foi emitida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com a Agricultura

O Ministério das Relações Exteriores em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitiu uma nota, nesta terça-feira, sobre o relatório do governo francês que manteve a rejeição do país ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul devido a questões ambientais.

O documento traz que o acordo entre os dois blocos econômicos “não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais”. “Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”.

Para reforçar a tese de que progresso e responsabilidade social caminham juntos no Brasil, a nota traz um levantamento referente a produção de alimentos e diminuição nos níveis de desmatamento. “De 2004 a 2012, o desmatamento da região chamada de Amazônia Legal caiu 83%, enquanto que a produção agrícola subiu 61%”, diz.

“Esses dados inserem-se em tendência histórica de intensificação da agropecuária brasileira e dos decorrentes ganhos de produtividade, em sintonia com a preservação ambiental”, emenda.

Entenda o caso

Na última sexta-feira, o governo da França anunciou que manteria a rejeição ao acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) devido a questões ambientais.

A posição do governo de Emmanuel Macron foi levada a público após a apresentação do relatório de um grupo de especialistas, encomendado há um ano, para rever os termos do pacto em função de incertezas do gabinete do premiê e do presidente sobre o tema.

O relatório ressaltava o “nível insuficiente de ambição do projeto de acordo como uma ferramenta para levar os países do bloco econômico sul-americano a levar mais em conta a preservação da biodiversidade e o problema climático”.
Correio do Povo



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