Tu sabia tchê?
Aqui está um resumo para você entender os pontos principais:
1. Por que a guerra começou?
O conflito não foi apenas uma “briga por liberdade”, mas teve fortes raízes econômicas e políticas:
O preço do charque: Os produtores gaúchos (estancieiros) estavam furiosos com os altos impostos sobre o charque (carne seca), o couro e o sebo. O governo imperial cobrava menos impostos do charque importado do Uruguai e da Argentina do que do produto gaúcho.
Descontentamento Político: Os líderes locais queriam mais autonomia para a província e não aceitavam os presidentes de província nomeados diretamente pelo Imperador no Rio de Janeiro.
Ideais Liberais: Influenciados pelas repúblicas vizinhas do Rio da Prata, muitos líderes desejavam um sistema republicano.
2. Principais Líderes
Bento Gonçalves: O principal líder militar e primeiro presidente da República Rio-Grandense.
Giuseppe Garibaldi: Revolucionário italiano (conhecido como o “Herói de Dois Mundos”) que lutou ao lado dos farrapos.
Anita Garibaldi: Catarinense que se uniu à causa e a Garibaldi, tornando-se um símbolo de bravura.
Duque de Caxias: Nomeado pelo Império para dar fim ao conflito, ficou conhecido como o “Pacificador”.
3. Momentos Marcantes
Proclamação da República Rio-Grandense (1836): Após a vitória na Batalha do Seival, os rebeldes declararam a independência do Rio Grande do Sul.
Tomada de Laguna (1839): Garibaldi e seus homens levaram barcos por terra (em carretas puxadas por bois) e conquistaram Laguna, em Santa Catarina, fundando a curta República Juliana.
O Massacre de Porongos (1844): Um episódio trágico onde o corpo de lanceiros negros (escravizados que lutavam em troca da liberdade) foi pego de surpresa e dizimado. Há historiadores que defendem que houve uma traição para facilitar o acordo de paz sem ter que libertar os escravos.
4. Como terminou?
Diferente de outras revoltas da época que terminaram em execuções sumárias, a Guerra dos Farrapos acabou com um acordo diplomático: o Tratado de Poncho Verde (1845).
As principais condições foram:
Aumento da taxa de importação sobre o charque estrangeiro (protegendo a economia gaúcha).
Anistia total para os revoltosos.
Incorporação dos oficiais farroupilhas ao Exército Imperial.
A promessa de liberdade para os escravos que lutaram na guerra (embora, na prática, muitos tenham sido reescravizados ou enviados para o Rio de Janeiro).
Nota: O termo “Farrapos” era originalmente um apelido pejorativo dado pelos legalistas aos rebeldes, sugerindo que suas roupas eram velhas e rasgadas, mas os revolucionários acabaram adotando o nome com orgulho.
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