De acordo com o delegado Augusto Zenon, responsável pela investigação, o esquema seria estruturado de forma familiar, com uso de múltiplas empresas para simular concorrência em processos licitatórios
A decisão foi proferida pela desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, atendendo a pedido da defesa. Segundo o advogado do investigado, a medida garante que Oglio permaneça em casa durante a apuração dos fatos. A defesa contesta as acusações, e o processo tramita em segredo de justiça.
De acordo com o delegado Augusto Zenon, responsável pela investigação, o esquema seria estruturado de forma familiar, com uso de múltiplas empresas para simular concorrência em processos licitatórios. As empresas, muitas vezes registradas em nome de terceiros, participariam dos mesmos certames com o objetivo de direcionar os resultados e reduzir custos, inclusive burlando obrigações trabalhistas.
As apurações apontam que, em pelo menos cinco licitações, houve indícios claros de manipulação, com vitória previamente definida entre empresas do mesmo grupo. Durante a operação, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu nove mandados, resultando na prisão do ex-vereador, na apreensão de uma arma de fogo e na detenção em flagrante de outro suspeito. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos e a indisponibilidade de bens dos investigados.
Fonte Terra