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Seis em cada dez pacientes que morreram de Covid, no Brasil, tinham problema cardíaco

Ministério da Saúde admite que número de casos novos e óbitos deve continuar crescendo, pelos próximos 20 dias

João Gabbardo. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Pessoas com doenças cardíacas representaram, até o momento, 61% do total de mortes provocadas pela Covid-19 no Brasil. As informações aparecem no SIVEP-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe), do Ministério da Saúde, levando em conta apenas os casos inseridos no sistema até essa quinta-feira.

Portadores de diabetes aparecem na sequência – 39% das vítimas fatais da doença (22 mortes). Pacientes com quadro de pneumomia, 25,4%. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, essas pessoas tendem a desenvolver mais complicações por causa do novo vírus.

Distribuição de óbitos por Covid-19
Cardiopatia: 61%
Diabetes: 39%
Pneumonia: 25,4%
Doença renal crônica: 15,3%
Imunodepressão: 11,9%

A maior incidência de mortes é registrada entre os homens, que correspondem por 67,8% dos óbitos, contra 32,2% de mulheres.

Os idosos entre 70 e 89 anos foram 72,9% das vítimas fatais, enquanto ainda não há registro de morte entre pessoas abaixo de 30 anos de idade no país.

Crescimento

O número de casos confirmados e mortes por coronavírus no país devem continuar crescendo diariamente nos próximos 20 dias. É o que prevê o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

De acordo com o representante da pasta, a epidemia vem se comportando de modo semelhante, na maioria dos países, de modo que isso já era esperado pelas autoridades de saúde.

“Nós vamos ter de, agora para frente, quase que diariamente, um número de casos novos superior ao número de casos novos do dia anterior. É bem provável que nós tenhamos daqui para frente também um número de óbitos maior que o número de óbitos do dia anterior”, comentou.

FONTER7
 Ricardo Pont