Foto : Antonio Augusto / TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, descartou apoiar uma proposta que prevê restrições a canais políticos no WhatsApp às vésperas do segundo turno das eleições. As informações são do Portal R7.
No WhatsApp, canais como o “Exército do Lula”, com 7 milhões de membros, e a “Tropa do Flávio”, com 2 milhões, se tornaram espaços de mobilização política e divulgação de conteúdos eleitorais, permitindo que mensagens cheguem a um grande número de seguidores.
Em nota, o ministro André Mendonça afirmou que o objetivo da proposta era proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos. Segundo Mendonça, “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Nesta quarta-feira, a campanha de Lula entrou com um mandado de segurança no TSE para derrubar uma série de decisões de Nunes Marques que afetaram o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula” nas últimas semanas.
Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A representação alegava que o canal era utilizado para disseminar informações falsas ou descontextualizadas contra o candidato do PL.
Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão e autorizou a retomada do canal. Cueva questionou a competência da Presidência do TSE para suspender a ferramenta por meio de um procedimento administrativo, uma vez que o caso já era analisado em outro processo, sob sua relatoria.
A campanha de Lula registrou o endereço no TSE, mas o ministro estabeleceu que a retomada das publicações deveria respeitar um intervalo de 48 horas após a comunicação.
Contudo, em 14 de outubro, antes de o prazo de 48 horas expirar, Nunes Marques determinou a reativação do canal. A campanha de Lula reclama do período em que a ferramenta ficou fora do ar e alega que as decisões do presidente do TSE impuseram sanções, declararam irregularidade na propaganda e atribuíram responsabilidade à campanha sem que a coligação ou os candidatos fossem previamente ouvidos.