Na petição, órgão sustenta que parlamentares vêm tentando usar o caso para ganhar promoção na mídia
Na petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Lindôra sustenta que os parlamentares não detêm legitimidade para fazer esse tipo de solicitação por não serem partes no processo. Além disso, de acordo com a vice-procuradora-geral, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 não existe mais e, por isso, os integrantes do colegiado perderam a prerrogativa de fiscalizar o Ministério Público. O caso é analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Oportuno salientar que constantes e reiteradas petições de agentes políticos no Supremo Tribunal Federal têm se afigurado como estratagemas para possíveis intenções midiáticas daqueles que, cada vez mais, endereçam pedidos abusivos e descabidos à Suprema Corte e, ainda, chicana nas redes sociais, confessando o esquema”, opina a procuradora.
“Pretende-se, em verdade, tentativa de abertura de prospecção probatória a ser desenvolvida por específicos atores políticos em ano eleitoral, com a correlata exploração midiática de sua atuação, e consequente intento de ‘fishing expedition’ em nova frente política em busca de protagonismo jurídico em substituição às autoridades competentes”, completa a manifestação da PGR.