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Operação Falso Patrão: DRACO prende 12 pessoas em ação contra lavagem de dinheiro em Passo Fundo

Operação Falso Patrão: DRACO prende 12 pessoas em ação contra lavagem de dinheiro em Passo Fundo

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo, deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Falso Patrão, coordenada pelo delegado Venicios Demartini. A ofensiva tem como objetivo combater o crime de lavagem de dinheiro no município.

A operação resultou no cumprimento simultâneo de diversas ordens judiciais que atingiram o núcleo operacional e financeiro do grupo investigado. Foram cumpridas 12 prisões preventivas, além de 20 mandados de busca e apreensão, sendo 19 em Passo Fundo e um em Ernestina. Os criminosos aplicavam recursos em veículos de luxo e até empresas para dar licitude às operações.

Também foram determinadas medidas patrimoniais, com o bloqueio de 54 contas bancárias por meio do sistema Sisbajud e o sequestro de valores. A ação ainda resultou na apreensão de 22 veículos, avaliados em R$ 2.899.000.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação apura o crime de lavagem de dinheiro praticado por integrantes de um grupo criminoso que atua em Passo Fundo. As diligências apontaram que os recursos movimentados pelos investigados tinham origem em atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico, crimes considerados antecedentes da investigação.

Conforme a apuração, técnicas especiais de investigação, análises de dados bancários, fiscais e patrimoniais, além de outras diligências de inteligência policial, permitiram identificar um esquema de ocultação e dissimulação da origem, da movimentação e da propriedade de recursos provenientes da atividade criminosa. A investigação também apontou a existência de uma estrutura organizada voltada à inserção desses valores no sistema financeiro formal, com o objetivo de conferir aparência de legalidade ao patrimônio acumulado pelos investigados.

Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas obtido ao longo da investigação fundamentou o pedido de medidas cautelares, posteriormente autorizadas pelo Poder Judiciário. As prisões preventivas, os mandados de busca e apreensão, o bloqueio de contas e a apreensão de veículos têm como finalidade interromper as atividades criminosas, preservar ativos de origem ilícita, impedir a continuidade da movimentação financeira investigada e viabilizar eventual reparação dos danos decorrentes das infrações penais apuradas.

A Operação Falso Patrão contou com o apoio das delegacias da 6ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) de Passo Fundo e das regionais de Carazinho, Soledade, Lagoa Vermelha, Erechim, Cruz Alta e Palmeira das Missões. Ao todo, foram empregados 100 policiais civis e 35 viaturas na ação.

RD Uirapuru / Mateus Miotto