Após o fechamento do Estreito de Ormuz, presidente defende coalizão para proteger rotas estratégicas
O presidente francês, Emmanuel Macron, anuncia nesta terça-feira (3) o envio de reforços militares ao Oriente Médio, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle e sua escolta de fragatas, que já estão a caminho do Mediterrâneo.
O Oriente Médio é cenário de uma guerra desencadeada no sábado pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã, matando o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
“Dei ordem ao porta-aviões Charles de Gaulle, aos seus meios aéreos e à sua escolta de fragatas para se dirigirem ao Mediterrâneo”, afirma o presidente em um discurso televisionado.
Macron detalha reforços no Oriente Médio
Macron também anuncia que enviará aviões Rafale, sistemas de defesa antiaérea e de radar aerotransportado, que foram mobilizados “nas últimas horas”; e que enviará para o Chipre a fragata Languedoc e meios antiaéreos.
No Chipre, a base britânica de Akrotiri foi atingida por um drone, o que levou o Reino Unido a enviar um navio de guerra e helicópteros para a região, segundo anuncia nesta terça-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Estreito de Ormuz é fechado
A causa do conflito, o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo e do Gás Natural Liquefeito (GNL) que é consumido no mundo, está fechado ao tráfego e as principais empresas de navegação suspenderam suas rotas.
Neste contexto, Macron anuncia que quer construir uma coalizão para reunir meios, “inclusive militares”, que sirvam para garantir a segurança nas “vias marítimas essenciais para a economia mundial”.
Correio do Povo