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Banco Central bloqueia R$ 30,8 milhões de Antonio Palocci

PALOCCI PLANALTO BSB/DF 06/06/2011 NACIONAL Min.Antonio Palocci (casa civil) durante solenidade de visita oficial do Pres.Hugo Chavez (Venezuela) no salão do Palacio do Planalto. foto:WILSON PEDROSA/AE ,

Ordem foi dada pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato

Banco Central bloqueia R$ 30,8 milhões de Antonio Palocci | Foto: Heuler Andrey / AFP / CP

O Banco Central bloqueou R$ 30,8 milhões em contas bancárias do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e de sua empresa, a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda. Em três contas pessoais de Palocci, a malha fina do Banco Central encontrou R$ 814.648,45. Na conta da Projeto, R$ 30.064.080,41.

O bloqueio ocorreu por ordem do juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato que coloca Palocci no centro de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e propinas de R$ 128 milhões – parte desse valor teria abastecido o caixa do PT.

Na última segunda, o ex-ministro da Fazenda foi preso suspeito de ter atuado de forma direta para propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial Odebrecht  nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público. Palocci e outras pessoas do que seu grupo político teriam sido beneficiados com vultosos valores ilícitos.

As investigações sobre o ex-ministro, na Lava Jato, apontam que Palocci tratava com a empreiteira Odebrecht assuntos relacionados a quatro esferas da administração pública federal:

a) a obtenção de contratos com a Petrobras relativamente a sondas do pré-sal;

b) a Medida Provisória destinada a conceder benefícios tributários ao grupo econômico Odebrecht (MP 460/2009)

c) negócios envolvendo programa de desenvolvimento de submarino nuclear – PROSUB;

d) e financiamento do BNDES para obras a serem realizadas em Angola.

A força-tarefa da Lava Jato sustenta que a atuação de Palocci e de seu ex-chefe de gabinete Branislav Kontic ocorreu mediante o recebimento de propinas pagas pela Odebrecht, dentro de uma espécie de ‘caixa geral’ de recursos ilícitos que se estabeleceu entre a Odebrecht e o PT.

Conforme planilha apreendida durante a operação, identificou-se que entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e a seus agentes, incluindo Palocci.

“Remanesceu, ainda, em outubro de 2013, um saldo de propina de R$ 70 milhões, valores estes que eram destinados também ao ex-ministro para que ele os gerisse no interesse do Partido dos Trabalhadores.”

Correio do Povo