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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Mãe de Geddel e Lúcio tinha papel ativo na lavagem de dinheiro, diz PGR

Raquel Dodge pediu ao STF, além da prisão domiciliar de Marluce, fiança de 400 salários mínimos

Raquel Dodge pediu ao STF, além da prisão domiciliar de Marluce, fiança de 400 salários mínimos  | Foto: Pedro Ladeira / Folhapress / CP Memória

Raquel Dodge pediu ao STF, além da prisão domiciliar de Marluce, fiança de 400 salários mínimos | Foto: Pedro Ladeira / Folhapress / CP Memória

Ao pedir a prisão domiciliar da dona de casa Marluce Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima – ambos do PMDB -, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a descreveu como uma senhora de idade com papel ativo e relevante na lavagem de dinheiro. Marluce, de 79 anos, os dois filhos e mais três investigados – os ex-secretários parlamentares Job Ribeiro Brandão e Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho – foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

“Marluce tinha um papel ativo e relevante nos atos de lavagem. Apesar de ser uma senhora de idade, não se limitava a emprestar o nome aos atos e a ceder o closet. Era ativa”, afirmou Raquel, referindo-se ao local de seu apartamento que supostamente emprestava para os filhos estocarem dinheiro ilícito.

Na acusação, a procuradora narrou que, a partir de 2011, a família Vieira Lima “comprovadamente avançou da primeira fase do ciclo de lavagem, a ocultação, para a segunda e terceira fases, dissimulação e integração”. Segundo Raquel, nesta época, Geddel demonstrou “interesse em investir no mercado imobiliário”.

“A partir dai, Geddel, Lúcio e Marluce Vieira Lima passaram a repassar parte do dinheiro vivo oculto, de origem criminosa, aos empreendimentos imobiliários de Luiz Fernando Machado Costa Filho”, afirma Raquel. A procuradora-geral sustenta que as transações tinham como objetivo a “reintrodução disfarçada do ativo no meio circulante, o mercado imobiliário”.

Raquel pediu ao Supremo Tribunal Federal, além da prisão domiciliar de Marluce, fiança de 400 salários mínimos para a matriarca Vieira Lima. A procuradora-geral requereu ainda que Geddel, Lúcio, Marluce e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho paguem à União R$ 51 milhões de indenização por danos morais coletivos.

A reportagem tentou contato com a defesa da família Vieira Lima, mas não obteve retorno.

Correio do Povo




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